
A Bahia será destaque no primeiro projeto do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltado ao mapeamento e monitoramento de recifes rasos no Brasil. O contrato do BNDES Corais foi assinado nesta sexta-feira (13), e o estado concentrará cerca de 30% da área monitorada por abrigar o maior banco de corais do país, em Abrolhos.
Executado pelo Instituto Nautilus de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade, o projeto SER Corais terá duração de 36 meses e prevê mergulhos científicos, análises ambientais e produção de mapas técnicos ao longo de 2,8 mil quilômetros do litoral brasileiro. A iniciativa integra o BNDES Azul e conta com investimento de R$ 5,5 milhões do Fundo Socioambiental.
Além da Bahia, o monitoramento ocorrerá em Pernambuco, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Paraíba e Maranhão. Serão avaliadas a cobertura coralínea, espécies associadas e a presença de invasoras, com relatórios que vão subsidiar políticas públicas de conservação marinha.
O projeto inclui ações de restauração ecológica, como cultivo de corais no mar e em laboratório, testes de diversidade genética e recomposição de áreas degradadas, com destaque para a Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Coroa Alta, no sul da Bahia. Também será criado um aplicativo para alerta e resposta rápida a espécies invasoras marinhas.
No sul baiano, em Santa Cruz Cabrália, comunidades pesqueiras de Santo Antônio e Santo André receberão capacitações e apoio ao turismo de base comunitária e ao beneficiamento de produtos como coco e dendê. A expectativa é beneficiar cerca de 230 famílias, ampliando renda e reduzindo a pressão sobre a pesca predatória.
